Metas fiscais fazem taxas de juros futuras dispararem

Anunciadas no dia 22/07, as revisões para baixo nas metas fiscais dos próximos dois anos assustaram os investidores, que já haviam precificado a revisão da meta de 2015, de 1,1% para 0,15%. Assim, em meio a um grande número de contratos negociados, os juros dispararam.

O governo confirmou redução da meta de superávit primário de 2015 para R$ 8,747 bilhões, o equivalente a 0,15% do PIB. Apesar disso, as alterações nas metas dos anos seguintes não estavam no preço. Os números surpreenderam: de 2,0% para 0,7% e 1,3% em 2016 e 2017, respectivamente. A meta de 2,0% foi adiada para 2018.

Essas mudanças aumentaram o medo quanto à perda do selo de grau de investimento da nota soberana do Brasil pelas principais agências de classificação de risco.

Fonte: Exame