Confira as consequências do ajuste fiscal no Brasil

No último dia 22, o governo anunciou um corte de R$69,9 bilhões para tentar ajustar as contas públicas. Além do corte, que afetou ministérios como das Cidades, Saúde e Educação, haverá aumento de impostos e outras receitas.

Outras medidas estão sendo estudadas na Câmara e no Senado, pois precisam da aprovação do Legislativo.

Confira como este ajuste fiscal pode afetar a população.

Seguro-desemprego: a partir de agora, o tempo mínimo de trabalho para solicitar o benefício pela primeira vez é de 12 meses. Para pedir o seguro pela segunda vez, o prazo subiu para 9 meses.

Abono salarial: o trabalhador que tiver no mínimo três meses de carteira assinada poderá receber o benefício. Antes, o tempo de trabalho para receber o abono era de um mês.

Setor elétrico: a conta de luz pode aumentar em cerca de 9%, já que o governo deixou de fazer os repasses ao fundo da Conta de Desenvolvimento Energético.

Corte no orçamento: ministérios importantes do governo sofreram cortes, como da Saúde (R$ 11,77 bilhões), da Educação (R$ 9,42 bilhões) e das Cidades (R$ 17,23 bilhões). Além das pastas, o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) terá um corte de R$25,7 bilhões.

BNDES: o banco passou a praticar taxas mais próximas àquelas cobradas por outros bancos e reduziu sua participação em financiamentos.

Contribuição previdenciária: a MP 669, enviada ao Congresso, reduz a desoneração da folha de pagamentos das empresas e aumenta as alíquotas da contribuição. Para as empresas, manter funcionários vai ficar mais caro.

IPI dos automóveis: o Imposto Sobre Produtos Industrializados aumentou bastante quanto aos automóveis. Com este aumento do IPI, os preços dos carros devem subir cerca de 4,5%.

Aumento do IOF: O governo espera arrecadar R$7,38 bilhões neste ano com o aumento do Imposto sobre Operações Financeiras de 1,5% para 3% ao ano.

Combustíveis: em alta desde fevereiro, o governo espera arrecadar cerca de R$12 bilhões com o aumento de impostos sobre os combustíveis.

Importados: com o aumento da cobrança do PIS e Cofins nas importações, as alíquotas chegaram a 11,75%. Com este valor, o governo pode arrecadar quase R$700 milhões.

 

Fonte: G1